IPCA-15 conta com alta de 0,89% em agosto; Índice é o maior em 19 anos

Segundo informado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) teve alta de 0,89% neste mês. Essa taxa é a maior vista desde o mesmo mês em 2002. Em agosto do ano passado, o IPCA-15 teve alta de 0,23%.

No comparativo com mais de 30 projeções de analistas e consultores de instituições financeiras, esse resultado foi acima da média esperada. A projeção inicial tinha expectativa de alta de 0,83%, com intervalo de 0,67% a 0,92% de alta.

Segundo o Boletim Focus, se a inflação não for controlada, os números podem seguir aumentando até o final do ano.

Acumulado da Taxa IPCA-15

Se pensarmos no período dos últimos doze meses, o acumulado da taxa IPCA-15, que estava em 8,59% em julho, alcançou a marca de 9,3% este mês. 

Segundo o relatório Valor Data, a previsão para o período era de no máximo 9,24%. Só neste ano, a taxa IPCA-15 já tem 5,81% de alta acumulada até o presente mês.

Ao mesmo tempo, o Banco Central (BC) estipulou a meta de inflação para 2021 de 3,75%. Lembrando que, há margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, tanto para mais quanto para menos. 

Causas da alta da inflação

Uma das principais responsáveis pela grande alta da taxa IPCA-15 foi a energia elétrica. Dentre o aumento de 0,89%, pelo menos 0,23% ocorreu devido à energia. Inclusive, a energia elétrica teve alta de 4,79% em julho e 5% em agosto deste ano.

Importante ressaltar que esta marca serve como prévia do IPCA, que é calculado de acordo com a cesta de consumo de famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos, feita pelo Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC). 

Enquanto isso, essa taxa específica se diferencia do IPCA por causa da localização e do período de coleta de dados, servindo para especulações do mercado de modo geral. 

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