Em 6° dia de conflito, mercado começa a se recuperar e tropas russas enfrentam dificuldades

Após uma semana do primeiro bombardeio da Rússia ao território ucraniano, que ocorreu em 24 de fevereiro, as tropas atacantes começam a enfrentar dificuldades.

Segundo informações do Pentágono e imagens de satélite, o avanço russo estaria ocorrendo mais lentamente do que o esperado, por conta da falta de suprimentos.

Os soldados enfrentam escassez de alimentos e combustível diesel, necessário para deslocamento de comboios e tanques.

Além disso, algumas tropas russas localizadas no sul do território da Ucrânia, um dos mais afetados pelos ataques iniciais, também estariam se recusando a continuar com as investidas.

A falta de moral dos soldados é um dos principais motivos que justificam a sabotagem do próprio exército. Sem apoio e recursos, os envolvidos começaram a regredir os ataques em solo.

Enquanto isso, a Rússia também enfrenta desmoralização, e retirada massiva de empresas e sanções econômicas estão prejudicando o país.

Por conta disso, o mercado volta a se recuperar da recente queda sofrida por conta do início dos ataques.

As bolsas de Nova York registraram quedas de mais de 3%, mas já voltaram a apresentar índices positivos nos últimos pregões.

Isso ocorreu, principalmente, pelas fortes sanções anunciadas pelo presidente Joe Biden, que limita o acesso financeiro da Rússia, repercutindo positivamente entre os investidores americanos.

Com isso, outros cenários também voltam a crescer, como a bolsa brasileira, levemente afetada pelos conflitos, e já voltou a fechar em alta.

Como o mercado se comporta em tempos de conflito

Outros momentos históricos mostram que os mercados costumam ser afetados momentaneamente por conflitos internacionais, mas as baixas não se prolongam por muito tempo.

Isso porque um dos fatores que mais influenciam nas movimentações é a avaliação de risco dos investidores. Nesse caso, sanções econômicas devolvem a confiança dos acionistas e voltam a recuperar os números dos índices.

Além disso, em comparação a outras guerras significativas, os mercados levaram poucos dias para registrar altas com os conflitos entre Rússia e Ucrânia.

A Guerra do Vietnã em 1959, por exemplo, foi o embate que mais impactou o índice S&P 500, um dos principais da Wall Street. Ao todo, foram 1.017 dias para voltar a crescer.

Enquanto isso, conflitos como a Guerra do Golfo, em 1990, afetaram as bolsas de forma mais incisiva, chegando a cair 20,22% em um único dia.

Em comparação, o ataque à Ucrânia não está nem entre as cinco maiores quedas, com baixa de apenas 7,62% ao todo.

Especialistas ressaltam que uma das principais diferenças entre a guerra atual e conflitos anteriores são os criptoativos.

Esse mercado é mais volátil, o que possibilita movimentos de queda, porém com recuperação mais rápida, o que ajuda a manter os índices do mercado.

Com redução no avanço das tropas russas e recuo econômico no país, o mercado volta a registrar altas mais estáveis, que tendem a permanecer até os próximos episódios.

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