Para realizar a entrada na Bolsa de Valores, brasileiro aplica em média R$ 352

Com a popularização dos investimentos cada vez mais constantes, a entrada na Bolsa de Valores por jovens e adultos vem sendo maior a cada mês. De acordo com novos dados divulgados pela B3 na última quarta-feira (11), o brasileiro aporta, em média, R$ 352 em sua primeira aplicação na renda variável, menor média da história.

Segundo a pesquisa realizada pela B3, o investidor passou a ser mais conservador ao entrar no mundo dos investimentos de ações e produtos similares. Se em 2015 o montante médio era de R$ 5,7 mil, em 2020 esse número caiu para R$ 1,6 mil em janeiro de 2020. Com isso, a queda de aportes se torna significativa. 

Além disso, em junho deste ano, a B3 recebeu mais 104 mil novos investidores com aportes na faixa de até R$ 200, justamente buscando confiança e para entender como funciona esse universo. Inclusive, parte dessas pessoas vem fazendo uma migração natural da renda fixa. 

Entrada na Bolsa de valores conta com diversificação

A entrada na Bolsa de Valores por parte desses investidores vem sendo realizada de forma consciente e com diversificação de portfólio. 

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a pesquisa mostrou que a pessoa física contava com pelo menos cinco ativos em seu portfólio. O resultado é mais do que o dobro do registrado em meados de 2016. Ali, apenas 21% das pessoas contavam com essa diversificação.

Enquanto isso, o estoque do investidor pessoa física da B3 foi avaliado no montante de R$ 545 bilhões. Deste total, 71% estão em mais de cinco ativos, mostrando a força da pulverização e proteção da carteira de investimentos em renda variável. 

Como prova deste crescimento de investidores de varejo na B3, o último gráfico lançado na imprensa mostrou que, no momento, a Bolsa conta com 3,8 milhões de investidores, podendo bater o recorde de 4 milhões antes do final de agosto.

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