Madero registra IPO para evitar abertura de recuperação judicial

Buscando se recuperar da queda brusca de receita proporcionada pela pandemia da Covid-19, o Madero registrou nesta terça-feira (3), o pedido de abertura de capital (IPO) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

O objetivo do negócio com a abertura de capital na Bolsa é usar metade dos recursos que devem ser captados para diminuir o endividamento do caixa, que teve crescimento de 0% apenas em 2021. 

Segundo a própria empresa, a dívida bruta registrada em R$ 705 milhões em dezembro do ano passado, passou a R$ 989,6 milhões no final de junho e R$ 1,8 bilhões em obrigações, incluindo sua dívida bruta, despesas com impostos e previdência. 

Mais detalhes sobre o IPO do Madero

Apesar das dívidas acumuladas, a empresa afirmou que conseguiu chegar em um acordo com algumas instituições financeiras para coordenarem o IPO de forma direta, como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e BTG Pactual. 

A expectativa é a de que o IPO ocorra entre o terceiro e quarto trimestre de 2020, faltando algumas reuniões para ajustar o interesse dos investidores e gestores realizados nas últimas semanas, e principalmente, para que o alinhamento da expectativa seja o mais adequado possível. 

Pelos cálculos entregues à CVM, o IPO do Madero pode superar os R$ 2 bilhões. Os recursos, que deverão ser primários, servirão para o aprimoramento dos restaurantes e 50% para saldar dívidas e contratos financeiros conforme o prospecto e prioridade do negócio. 

Em 30 de junho, por exemplo, o Madero conseguiu ter o consentimento para todas as obrigações não cumpridas e previstas referentes a contratos de empréstimos e financiamentos, conhecida como Waiver. 

Dentro do projeto de expansão, por exemplo, a empresa informou que tem potencial para abrir mais 400 unidades nos próximos dez anos, incluindo novos restaurantes de sua outra marca de fast food, a Jerônimo.

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