Fortunas administradas por bancos cresce 8,8% no primeiro semestre de 2021

Como esperado, as fortunas administradas por bancos continuaram crescendo no Brasil durante o primeiro semestre de 2021. Somente no primeiro semestre do ano, a alta foi de 8,8%, passando a um volume de R$ 1,768 trilhões.

Segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), a dinâmica provocada pela pandemia serviu para que os mais ricos conseguissem captar mais recursos e desenvolver novas fortunas. 

Como esperado, os maiores resultados ficaram nas mãos de empresas e pessoas pertencentes ao eixo Rio/São Paulo. Entretanto, outras regiões do país contribuíram para esse crescimento, como o Centro-Oeste, que registrou aumento de 7,8% com um total de R$ 40,4 bilhões.

Enquanto isso, o Nordeste já apresenta uma alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, com captação de R$ 80,8 bilhões.

Diante do cenário, os private banking brasileiros devem continuar se destacando, de acordo com a Anbima, principalmente diante do cenário atual com a alta da Selic e instabilidade política. 

Crescimento das fortunas administradas por bancos

Seguindo a ordem de crescimento das fortunas administradas por bancos, as maiores instituições financeiras ganham destaque na lista, também como previsto pela Anbima. 

O Santander, por exemplo, mesmo sem abrir dados dos lucros e captação durante os primeiros seis meses de 2021, afirmou que, com o crescimento, precisou contratar mais de 60 funcionários para dar conta de toda a operação e demanda necessária dentro do período.

Enquanto isso, o Itaú Unibanco, maior private bank do Brasil, registrou um crescimento de 13,4% sob custódia de fortuna. Segundo o responsável pelo segmento no País, Felipe Nabuco, à Valor Econômico, a captação vinda de maior liquidez e valorização dos ativos fizeram a diferença para o crescimento do semestre. 

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