Arrecadação federal em setembro teve alta de 12,87%

A arrecadação federal em setembro registrou uma alta de 12,87% sobre o mesmo mês do ano passado, a R$149,108 bilhões. O valor é o maior já registrado no nono mês do ano desde a série histórica iniciada em 1995.

O resultado, divulgado pela Receita Federal, veio levemente acima dos R$147,85 bilhões esperados pelo mercado, e, se comparado com o oitavo mês deste ano, houve crescimento de 0,63% no recolhimento de impostos.

O patamar é recordista também quando se trata do acumulado do ano até agora, que em termos reais, já soma R$1,349 trilhão. O montante total resulta em um avanço de 22,30% colocado lado a lado com os nove primeiros meses de 2020.

Segundo a Receita, o resultado foi impactado de forma positiva por recolhimentos extraordinários de cerca de R$31 bilhões. No mesmo período de 2020, essa arrecadação foi de apenas R$5,3 bilhões.

Alta na arrecadação federal em setembro pode ser para cobrir o teto de gasto

Um motivo que pode explicar a alta na arrecadação federal em setembro pode ser o encobrimento do possível estouro do limite do teto de gastos do governo.

O novo valor do serviço Auxílio Brasil (Ex-Bolsa Família), que foi de R$300 para R$400, pode levar o governo a ter que ultrapassar o limite proposto.

Para isso não acontecer, o ministro da economia Paulo Guedes afirmou na última semana que estuda possibilidades de contornar tal situação, e a alta na arrecadação pode ser um desses meios.

Além da arrecadação federal, outras alternativas podem servir como forma de escapar da âncora fiscal que seria ultrapassar o teto. Neste caso um auxílio temporário poderá ser desenvolvido nos moldes do auxílio emergencial, aumentando o custo total de R$30 bilhões para R$50 bilhões, onde parte dessa quantia conseguirá ser paga fora do teto.

Impactos da quebra no limite do teto de gastos

Caso o Auxílio Brasil seja validado diante deste cenário econômico e financeiro, uma crise ainda maior pode ocorrer ao longo do tempo e um cenário ainda mais instável para 2022 poderá ser vivenciado às vésperas da eleição presidencial.

Esse fator pode ocasionar um cenário bem preocupante no mercado em 2022, resultando em um baixo crescimento financeiro, uma alta ainda maior na inflação e juros maiores do que já estão.

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