Confira as principais altas e baixas de fevereiro

Embora o mês seja o mais curto do ano, as altas e baixas de fevereiro destacam um cenário favorável para a economia brasileira.

O Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou o mês de fevereiro com saldo positivo de 0,89%, com destaque para o crescimento acumulado no ano, que já soma 7,94%.

Entre as maiores altas estão as ações da SulAmérica (SULA11), que alcançaram 38,58% no mês. O alcance surpreendeu o mercado, especialmente por atingir esse percentual em apenas alguns dias.

O crescimento esteve relacionado ao recente anúncio do grupo hospitalar Rede D’Or (RDOR3), que divulgou transação bilionária para comprar o grupo. Com isso, a rede também esteve entre as maiores altas do mês, registrando 15,07%.

O mercado já apostava na fusão das operadoras de planos de saúde, o que também colaborou para as valorizações.

Seguindo entre as maiores altas e baixas de fevereiro, destaca-se também o Carrefour (CRFB3), com avanço de 14,28%. Resultado foi impulsionado pela divulgação da revisão do aumento de sinergias com o Grupo Big.

No varejo alimentício, também vale a pena destacar os papéis do Assaí, favorecidos pela migração de consumo para o atacarejo.

Ainda, os papéis da Vale (VALE3) também encerraram o mês no positivo, com 14,11%, entre os maiores crescimentos, com recorde de vendas de minério de ferro para um quarto trimestre de 2021 de 82,5 milhões de toneladas.

Maiores baixas de fevereiro

Por outro lado, algumas ações apresentaram um desempenho menos positivo entre as altas e baixas de fevereiro.

No topo da lista, em contraste com o bom desempenho da SulAmérica, está a administradora de planos de saúde QualiCorp (QUAL3). A companhia teve queda de 30,11% no mês, caindo 22% somente nos últimos pregões.

A baixa considerável também está relacionada à transação entre a Rede D’Or e a SulAmérica, uma vez que a rede é a principal acionista da QualiCorp, mas incertezas diante da autorizada da Agência Nacional de Saúde quanto ao negócio deixaram os investidores receosos.

Seguindo com as altas e baixas de fevereiro, o frigorífico BRF (BRFS3) se aproximou da empresa com maior queda, acumulando queda de 25,17%.

A companhia de varejo Via (VIIA3) também está entre os destaques negativos. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a Selic em 1,5 ponto percentual, chegando a 10,75%, pesou para a empresa e também para a sua concorrente, Magazine Luiza.

O setor financeiro também registrou um desempenho menos favorável, uma vez que o Banco Inter (BIDI11) e a companhia Méliuz (CASH3) também estiveram entre as maiores baixas de fevereiro, com queda de 22,29% e 18,90%, respectivamente.

Por conta da curva de juros, investidores pressionaram as companhias, e a reação do mercado foi maior do que o esperado, embora as empresas ainda tenham registrado lucro.

Apesar de aparecerem na lista de janeiro, companhias aéreas ficaram de fora das principais altas e baixas de fevereiro. A Embraer teve queda de 13,34%, em 12° lugar, atrás da Azul, com desvalorização de 13,42%.

Com a volta das atividades da Bolsa, investidores aguardam os reflexos das altas e baixas de fevereiro no início deste novo mês.

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