Alta de juros liderada pelo Copom e BC deve ser a maior em 18 anos

Diante da expectativa do mercado financeiro em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) na próxima quarta-feira (044), a alta de juros é uma das pautas mais constantes no mercado econômico e nas conversas entre investidores. 

Diante de um cenário complicado, onde o Banco Central (BC) precisa minimizar as expectativas de inflação, manter a autonomia do Copom e ainda lidar com aumento de valores de programas relacionados ao governo, como o Bolsa Família, a alta de juros é pauta frequente e motivo de preocupação até amanhã.

Com a expectativa do mercado financeiro elevar a taxa para 5,25%ao ano, essa seria a maior alta em 18 anos em uma reunião do órgão. A última, aconteceu com alta de 0,75% na Selic entre três ciclos envolvendo os anos de 2008 e 2010.

Expectativa do mercado com a alta de juros

Esperando uma maior alta de juros relacionada à Selic, o início da semana já começou a ser impactado de forma negativa em diferentes cenários. ALém do Ibovespa apresentar oscilações e voltando ao patamar próximo dos 120 mil pontos, outros desdobramentos acontecem de forma simultânea.

O dólar, por exemplo, que já estava voltando a se aproximar dos R$ 5,10, voltou a alcançar a marca de R$ 5,27 em média no início da manhã desta terça-feira (03). 

Desta forma, de acordo com as estimativas do J.P Morgan visando um cenário macroeconômico de olho em 2022, por exemplo, a inflação deve ser apontada na casa dos 3,5% antes de 2022, considerando o cenário da taxa Selic a 7% e o dólar negociado no patamar de R$ 5,15.

Além disso, os economistas também esperam que o IPCA esteja dentro da meta de inflação projetada para o período em 2023, entre 3,25%, considerando que a taxa Selic permanecesse no patamar neutro de 6,5%. 

O caso é que, para quem está aplicando em renda variável, o momento até o resultado do Copom é de cautela para os investimentos e movimentações muito bruscas no mercado.

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